Eficácia das escamas de peixe na adsorção de metais pesados: uma revisão sistemática

  • Vincent Terreros Taboada Faculty of Environmental Sciences, Environmental Engineering Career. Universidad Científica del Sur, Panamericana Sur Km 19, Campus Villa I, Pabellón B, 150142, Villa El Salvador, Lima, Peru
  • Karol V. Benites Peña Faculty of Environmental Sciences, Environmental Engineering Career. Universidad Científica del Sur, Panamericana Sur Km 19, Campus Villa I, Pabellón B, 150142, Villa El Salvador, Lima, Peru
  • Sandra L. Sahuaraura Faculty of Environmental Sciences, Environmental Engineering Career. Universidad Científica del Sur, Panamericana Sur Km 19, Campus Villa I, Pabellón B, 150142, Villa El Salvador, Lima, Peru
  • Dámaso W. Ramirez Faculty of Environmental Sciences, Environmental Engineering Career. Universidad Científica del Sur, Panamericana Sur Km 19, Campus Villa I, Pabellón B, 150142, Villa El Salvador, Lima, Peru.

Resumo

A atividade industrial tem aumentado a presença de metais pesados em águas superficiais e efluentes, gerando uma ameaça ambiental e à saúde pública, devido à sua persistência, toxicidade e capacidade de bioacumulação. Nesse contexto, as escamas de peixe representam uma alternativa promissora como adsorvente, em razão de sua composição rica em proteínas, colágeno, sais de cálcio, hidroxiapatita e quitosana, componentes que favorecem a retenção de íons metálicos. A presente revisão sistemática teve como objetivo avaliar a eficácia das escamas de peixe na adsorção de metais pesados, com especial atenção ao Pb, Cd, Cr, Zn e Cu. Para isso foram analisados estudos publicados entre 2015 e 2026, sendo selecionados 44 artigos de acordo com os critérios de inclusão, seguindo a metodologia PRISMA. Os resultados mostraram que as espécies mais utilizadas foram a tilápia-preta (Oreochromis niloticus), a tilápia-de-Moçambique (Oreochromis mossambicus) e a carpa indiana (Catla catla), evidenciando sua relevância experimental e disponibilidade como matéria-prima. Além disso, a eficiência de remoção foi condicionada por variáveis como o pH, a dosagem do adsorvente e o tempo de contato, atingindo valores entre 80.37% e 100% em condições otimizadas. De forma complementar, foi identificado que a modificação química das escamas, por meio de tratamentos ácidos e da incorporação de hidroxiapatita ou da combinação com quitosana, para melhorar a porosidade, aumenta os sítios ativos e otimiza a interação com os metais. Conclui-se que as evidências respaldam o uso de escamas de peixe como uma alternativa de baixo custo, tecnicamente viável e alinhada com a economia circular para a remediação de águas contaminadas com metais pesados.

Palavras-chave: adsorção, contaminação da água, economia circular, metais pesados, tratamento com escamas.

Publicado
20/08/2026
Seção
Artigos