Eventos extremos e a ictiofauna: relato de caso de um rio neotropical

  • Welber Senteio Smith Programa de Pós-Graduação em Patologia Ambiental e Experimental. Universidade Paulista (UNIP), Rua Doutor Bacelar, n° 1212, CEP: 04026-002, São Paulo, SP, Brazil. Laboratório de Ecologia Estrutural e Funcional de Ecossistemas. Universidade Paulista (UNIP), Avenida Independência, n° 752, CEP: 18103-000, Sorocaba, SP, Brazil. Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca. Instituto de Pesca (IP), Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, n° 1252, CEP: 04014-002, São Paulo, SP, Brazil.
  • Flavia Conceição de Paiva Laboratório de Ecologia Estrutural e Funcional de Ecossistemas. Universidade Paulista (UNIP), Avenida Independência, n° 752, CEP: 18103-000, Sorocaba, SP, Brazil. Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca. Instituto de Pesca (IP), Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, n° 1252, CEP: 04014-002, São Paulo, SP, Brazil.
  • Luis Gustavo Nogueira de Carvalho Laboratório de Ecologia Estrutural e Funcional de Ecossistemas. Universidade Paulista (UNIP), Avenida Independência, n° 752, CEP: 18103-000, Sorocaba, SP, Brazil. Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca. Instituto de Pesca (IP), Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, n° 1252, CEP: 04014-002, São Paulo, SP, Brazil.
  • Natalia Silva Alves Laboratório de Ecologia Estrutural e Funcional de Ecossistemas. Universidade Paulista (UNIP), Avenida Independência, n° 752, CEP: 18103-000, Sorocaba, SP, Brazil. Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca. Instituto de Pesca (IP), Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, n° 1252, CEP: 04014-002, São Paulo, SP, Brazil.
  • Talita Rolim de Freitas Lima Programa de Pós-Graduação em Patologia Ambiental e Experimental. Universidade Paulista (UNIP), Rua Doutor Bacelar, n° 1212, CEP: 04026-002, São Paulo, SP, Brazil. Laboratório de Ecologia Estrutural e Funcional de Ecossistemas. Universidade Paulista (UNIP), Avenida Independência, n° 752, CEP: 18103-000, Sorocaba, SP, Brazil.
  • Thiago Mündel Ribeiro Santos Programa de Pós-Graduação em Patologia Ambiental e Experimental. Universidade Paulista (UNIP), Rua Doutor Bacelar, n° 1212, CEP: 04026-002, São Paulo, SP, Brazil. Laboratório de Ecologia Estrutural e Funcional de Ecossistemas. Universidade Paulista (UNIP), Avenida Independência, n° 752, CEP: 18103-000, Sorocaba, SP, Brazil.
  • Camila Silva Bento Programa de Pós-Graduação em Patologia Ambiental e Experimental. Universidade Paulista (UNIP), Rua Doutor Bacelar, n° 1212, CEP: 04026-002, São Paulo, SP, Brazil. Laboratório de Ecologia Estrutural e Funcional de Ecossistemas. Universidade Paulista (UNIP), Avenida Independência, n° 752, CEP: 18103-000, Sorocaba, SP, Brazil.

Resumo

É preocupante ver a frequência e intensidade crescentes de eventos climáticos extremos e seu impacto nos ecossistemas aquáticos e espécies de peixes. Este manuscrito relata e analisa dois eventos, um de seca em 2019 e de enchente em 2024 fornecendo insights valiosos sobre as consequências desses eventos. O resgate de 269 indivíduos de 19 espécies de peixes durante a seca de 2019 destaca o impacto significativo das condições extremas na ictiofauna. O aumento das temperaturas, o isolamento e a fragmentação do habitat devem ter representado desafios severos para as espécies de peixes durante esse período. Por outro lado, a observação de 53 indivíduos mortos de 5 espécies durante a enchente de 2024 indica os efeitos prejudiciais desse evento na população de peixes. A associação da mortalidade e dispersão de várias espécies com a barragem existente ressalta ainda mais a complexidade dos desafios enfrentados pelos peixes durante eventos extremos de enchentes. A correlação entre precipitação, regime fluvial e o impacto do uso e ocupação da terra fornece um contexto importante para a compreensão da dinâmica desses eventos extremos. A baixa precipitação durante a seca de 2019 e o aumento gradual da precipitação entre 2022 e 2024, levando à enchente, demonstram o papel significativo dos padrões de precipitação na formação dos resultados para as espécies de peixes. Além disso, a análise do uso e ocupação da terra, particularmente o aumento substancial da urbanização na bacia de drenagem nos últimos 30 anos, destaca os fatores induzidos pelo homem que contribuem para o estresse nos ecossistemas aquáticos. É evidente que tanto as enchentes quanto as secas extremas têm implicações significativas para as espécies de peixes. As enchentes extremas podem alterar os leitos dos rios, causar mortalidade direta e interromper populações isoladas, enquanto as secas extremas podem levar à morte de peixes, fragmentação do habitat e exacerbação de estressores ambientais. Esta análise enfatiza a necessidade urgente de medidas abrangentes para mitigar o impacto de eventos climáticos extremos nos ecossistemas aquáticos e nas espécies de peixes. Abordar fatores como uso e ocupação da terra, gestão da água e estratégias de adaptação às mudanças climáticas é crucial para promover a resiliência das populações de peixes diante dos desafios ambientais contínuos.

Palavras-chave: Floresta Nacional de Ipanema, pluviosidade, seca.


Publicado
29/10/2024
Seção
Artigos