Vigilância da fluoretação da água de abastecimento público e indicadores municipais: uma análise no estado do Espírito Santo, Brasil

  • Ariane Mendonça Departamento de Medicina Social. Programa de Pós-Graduação em Clínica Odontológica. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Avenida Marechal Campos, n°1468, CEP: 29047-105, Vitória, ES, Brazil.
  • Katrini Guidolini Martinelli Departamento de Medicina Social. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Avenida Marechal Campos, n°1468, CEP: 29047-105, Vitória, ES, Brazil.
  • Carolina Dutra Degli Esposti Departamento de Medicina Social. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Avenida Marechal Campos, n°1468, CEP: 29047-105, Vitória, ES, Brazil.
  • Lorrayne Belotti Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo (USP), Avenida Doutor Arnaldo, n°715, CEP: 01246-904, São Paulo, SP, Brazil.
  • Karina Tonini dos Santos Pacheco Programa de Pós- Graduação em Ciências Odontológicas. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Avenida Marechal Campos, n°1468, CEP: 29047-105, Vitória, ES, Brazil.
Palavras-chave: fluoretação da água, indicadores de desenvolvimento, vigilância sanitária ambiental.

Resumo

O objetivo foi investigar os indicadores demográficos, socioeconômicos e de saúde municipais relacionados à qualidade da fluoretação da água. Estudo ecológico que abrangeu municípios do estado do Espirito Santo (ES), com base em dados Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano, no período de 2014 a 2017. Foram aplicados testes não paramétricos de Mann-Whitney e Spearman para comparar indicadores municipais com a disponibilidade de informação e a qualidade da fluoretação, respectivamente. A qualidade da fluoretação foi calculada para definir o percentual de valores de concentração de flúor dentro da faixa do nível ótimo correspondente ao máximo benefício e baixo risco para ocorrência de fluorose dentária. A proporção de 80% ou mais amostras foi definida como critério de conformidade. Em 2014, 62,8% dos municípios possuíam informações disponíveis no sistema, e 16,7% realizaram análises de concentração de flúor. O percentual de dados disponíveis aumentou cerca de 30%, em 2017, sendo que 3,8% foram referentes ao fluoreto. A qualidade da fluoretação manteve-se elevada (>80%) no ES em quase todos os anos, exceto em 2014. Os municípios com maior população, maior PIB per capita e menor cobertura de equipe de saúde bucal apresentaram maior disponibilidade de informações sobre o fluoreto (p<0,05). A taxa de mortalidade infantil apresentou forte correlação negativa com a qualidade da fluoretação. Os resultados encontrados reforçam a importância do direcionamento de políticas públicas que garantam a correta execução das atividades de monitoramento e manutenção da qualidade da fluoretação.


Publicado
08/06/2021
Seção
Artigos